Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Ah, tô aprendendo a viver sem você (…)
O problema é a espera. Esperamos. Das pessoas, das coisas, dos fatos, de nós mesmos.
Tenho medo de amanha não poder mais falar o quanto eu te amo.
Acabei me afastando de algumas pessoas. A gente sente direitinho quem quer o nosso bem. Se eu estou feliz e você gosta de mim, por favor fique feliz também. Se a sua vida é uma desgraça, desculpa, não tenho culpa. Se os seus sonhos e planos não deram certo, por gentileza, não descarregue em mim. Também tenho sonhos e planos que não se concretizaram e nem por isso sou amargo. Nem por isso não desejo a sua felicidade. Sempre disse e repito: é fácil ser solidário quando tudo está uma merda. É fácil esticar a mão, ficar ao lado, ouvir as tragédias. Difícil mesmo é ficar feliz lá no fundo quando o outro conquista alguma coisa. Quando ele se dá bem. Quando ele está com o coração sorrindo. A gente percebe direitinho sorrisos amarelos, olhares não sinceros. Acho isso tão pequeno. Se você gosta de alguém, se é amigo de alguém é obrigação ficar feliz pela pessoa.
Quando fui me tocar eu já o amava e já era tarde demais para recuar. Eu pisei fundo e fui dirigindo por essa estrada tanto desconhecida e tanto misteriosa. Eu pulei fundo e me doei sem pensar nas consequências. O pior que pode acontecer por eu tentar é levar um “não” e eu prefiro muito mais essa palavrinha do que aquela outra que se chama “duvida”.
E quando você simplesmente ama uma pessoa, ama o sorriso, o jeito e a voz, mesmo ele sendo um completo babaca.